O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou em entrevista ao Jornal das 10, da GloboNews, na noite desta quarta-feira (7), que a articulação para a votação da reforma da Previdência é prioritária na Casa em relação ao pacote de combate ao crime sugerido por Sergio Moro.

Para ele, os dois projetos devem andar paralelamente na Câmara, mas que “se a gente antecipar esse debate [sobre a proposta de Moro], podemos contaminar o da Previdência”, disse.

Para ele, o texto de Moro deve passar por mais comissões e debates na Câmara. Maia disse que, se o governo conseguir formar uma base aliada na Casa, a reforma da Previdência conseguirá ser votada até a segunda quinzena de maio. “Se marcarmos a votação para esse mês, a possibilidade de um resultado contrário seria muito grande. Se fizer isso, vamos transformar o plenário em um campo de guerra.”

Maia afirmou ser a favor de uma regra de transição mais curta no texto da reforma da Previdência. “Trabalhar até 62 anos sem transição, não é problema nenhum. Conseguimos trabalhar até 80 anos ou 65 anos”, afirmou.

Para o presidente da Câmara, é possível chegar a uma reforma sem prejudicar os trabalhadores mais pobres, que para ele são os que já trabalham até os 65 anos. A princípio, a possibilidade de recomeçar o processo não agrada o mercado financeiro, que coloca na conta os riscos políticos que podem surgir no caminho com prazos estendidos. Entusiasta do ajuste fiscal, Maia deverá ser o grande fiador das mudanças nas regras de aposentadoria e pensões, segundo aliados na Câmara.

 

Com informações da Folha